Um mundo distante
Esta semana estive um pouco ausente, pois estava no Egito. Aos poucos escreverei tudo o que eu vi naquele lugar tao exotico e cheio de historia. A cultura è linda, as paisagens fascinantes, e logicamente, como todo lugar, existem os pontos fracos, costumes que chocam.
No Egito. 94% do territorio è deserto. Existem apenas pequenas cidades, e a capital: Cairo - com 18 milhoes de habitantes. Durante o dia, 23 milhoes, decorrente dos trabalhadores habitantes das cidades vizinhas que fazem a migraçao pendular.
A maioria da populaçao egipciana è muçulmana, uma religiao com conceitos fortes, onde os praticantes demonstram um fé fervorosa. Porém, as mulheres dessa religiao sao envolvidas em sofrimento enorme em amor a Alah. Sao reféns da burca, do chador, devem se esconder, serem submissas, e ainda aceitarem matrimonios forçados, em pleno 2005.
No Cairo, elas ja conquistaram alguns direitos. Trabalham, caminham pelas ruas, sempre escondendo a sensualidade e a beleza com vestes negras. Apenas os homens tem direito a diversao, è o que aparenta quando passamos pelos bares da cidade frequentados apenas por seres do sexo masculino.
Nos ocidentais, somos quase devoradas com os olhos. Os cabelos soltos, as roupas, a atitude, tudo fascina os habitantes desse lugar que seguem uma religiao que reprime suas femeas.
Um atraso sem fim. Um mundo onde mulheres sao vistas somente como reprodutoras, pois a poligamia foi permitida principalmente porque se o homem casar com uma mulher que nao possa ter filhos, ele nao se separa, apenas casa com mais uma.
Em Al Quseir, uma das vilas em que estive, por ser menor a mentalidade dos habitantes è ainda mais restrita. La as mulheres nao podem trabalhar e nem mesmo sair de casa. Quase impossivel ver alguma caminhando na rua.
Um mundo a parte, completamente diferente da realidade ocidental, mas, em uma conversa, um nativo do local, chegou exatamente no ponto que eu queria: “ Isto nao esta certo, as mulheres ficam em casa e nos temos que trabalhar e pagar tudo. Isto cansa”, desabafou. Quem me dera, todos cansassem, arrancassem as burcas de suas mulheres e as deixassem livres para demonstrar todo o potencial que uma mulher tem em si.
Ps:desculpem a falta de acentuaçao, devido a um computador desconfigurado.
Escrito por Regina, Rezinha! às 12h12
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